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20/04/2019
Sistema de refrigeração com CO₂-brine desenvolvido pela Mayekawa do Brasil | Foto: Divulgação Sistema de refrigeração com CO₂-brine desenvolvido pela Mayekawa do Brasil | Foto: Divulgação

Fábrica de alimentos adota sistema com baixa carga de amônia

Seguindo as tendências normativas da Europa, que têm como objetivo promover tecnologias mais eficientes e com baixa carga de amônia (R-717) em sistemas de refrigeração, uma multinacional francesa do setor alimentício contratou a Mayekawa para desenvolver as instalações de congelamento e resfriamento de seus produtos em sua nova fábrica brasileira.

Se por um lado o sistema com R-717 é extremamente eficiente energeticamente, por outro há riscos maiores, devido à sua toxicidade. Para resolver essa questão, a empresa japonesa tem se dedicado a desenvolver sistemas de refrigeração indireta que utilizam CO₂-brine para o resfriamento ou congelamento de produto ou para climatização.

Nesse caso, a carga de R-717 é reduzida quando se usa dióxido de carbono (R-744) como fluido refrigerante secundário. Isso otimiza a eficiência energética e diminui o risco de acidentes, aumentando, assim, a segurança operacional do sistema de refrigeração.

“Por ser um fluido natural de baixo custo e com uma baixa viscosidade dinâmica, o CO₂ tem sido uma ótima opção de fluido secundário”, comenta Silvio Guglielmoni, diretor comercial da Mayekawa do Brasil.

O supervisor comercial da companhia, Ricardo César dos Santos, explica que a Mayekawa é pioneira no desenvolvimento do sistema de CO₂-brine em nível global.

“Ao não bombear amônia para os evaporadores de ar forçado nos espaços refrigerados, utiliza-se uma pequena carga desse fluido refrigerante na sala de máquinas no estágio primário do ciclo de refrigeração para reduzir a temperatura do CO₂ para congelados (-30°C) e resfriados (-10 °C). O CO₂ é bombeado para os evaporadores de ar forçado como um fluido secundário”, explica.

“Através da aplicação da solução Mayekawa com CO₂-brine, conseguimos obter uma redução significativa aproximada de 90% da carga de R-717, de 3.000 quilos para 280 kg. Também reduzimos a pressão de projeto em aproximadamente 60%, de 120 bar do sistema CO₂-brine convencional transcrítico para 40 bar no sistema CO₂-brine Mayekawa, mitigando consideravelmente os riscos operacionais”, destaca.

Segundo a empresa, nova fábrica do setor alimentício é a primeira instalação no País que usa o CO₂-brine da Mayekawa, e um segundo projeto já está em desenvolvimento, desta vez para um frigorífico de grande porte.

Além do Brasil, a multinacional asiática já aplicou o conceito de CO₂-brine em outros países da América Latina, sendo dois projetos no Equador e um na Argentina. Na Ásia, o CO₂-brine também está presente em mais de 500 instalações de refrigeração industrial, destaca a empresa.

Vantagens do CO₂-brine como fluido secundário:

– Menor volume de NH3 (redução de 85% a 90%);

– Melhor eficiência energética total entre sistemas CO₂-brine x CO₂ em cascata;

– Segurança (menor impacto se há vazamento, benefício no seguro industrial, atóxico, não inflamável, agilidade para obtenção de licenças ambientais);

– Menor impacto ambiental (GWP, ODP);

– Menor impacto no estudo e gerenciamento de risco – EAR ou PRG (Cetesb P4.261);

– Custo de implantação e operação similar aos sistemas convencionais;

– Custo de manutenção mais baixo (reposições de óleo, overhaul, compressor x bomba) quando comparado com sistemas de compressão de CO₂ Cascata;

– Sistema com operação similar ao sistema NH3 bombeado convencional;

– Sistema de controle e operação simplificados;

– Evaporadores de ar forçado com redução de tamanho e peso;

– Bombas secundárias com reduções significativas de potência;

– Tubulações com redução nos diâmetros;

– Sistema secundário isento de óleo;

– Sistema secundário isento de ar, por operar com pressão positiva a baixa temperatura;

– Baixa pressão de CO₂, ou seja, similar ao sistema NH3 convencional

Fonte: Blog do Frio

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